domingo, 21 de agosto de 2011

O PERFIL


                 


               Durantes estes ultimos dias, tenho estado em sintonia com vários irmãos mulçulmanos do mundo, isso tem sido possível graças a internet. Tem sido o meu objectivo, procurar  saber e aprofundar alguns elementos essenciais, para um crente aceitar e começar a seguí-los, como forma única de adquirir benções de Allah.
                Não basta se ser muçulmana ou muçulmano, sem o conhecimnto básico e essencial, para o cumprimento rigoroso e eficiente. Para tal precisamos de conhecer a vida do Profeta de Allah (SAWS) e dos seus companheiros. É sabido que nem todos nós tivemos acesso às Madressas, para tal precisamos de cultivar o conhecimento Isslámico, partindo de nós próprios, numa actuação autodidática.
                Existem muitos autores Isslámicos, bem entendidos na matéria, nas suas obras podemos muito bem nutrir o conhecimento que poderá-nos proporcionar melhor qualidade de um muçulmano. Espelhando assim o nosso perfil perante a sociedade, dando provas das nossas qualidades e conduta.
                   Para se orgulhar ser muçulmano, é preciso transparecer as peculiardades essenciais de Mumin,dando assim prestígio a Religião, a qual se orgulha pertencer. Primeiro se precisa admitir a igualidade Humana parante Allah. O facto de ser diferente de outro isso não revala uma superiordade ou inferiordade parantes os demais.
                Temos deparado frequentemente com pessoas da nossa fê, mostrando arrogancia perante nós. Se são saudados, pura e simplesmente não correspondem o gesto, evitando assim o seu semelhante.
                Vamos observar as seguintes menções, que deveria refletir em nossa vida. O seguinte:
·        Quem ama para atender Allah, Allah ama para  encontrá-lo.
·        Há um polonês por tudo o que tira a ferrugem, eo polonês para o coração é a recordação em Allah.
·        Você não vai entrar no paraiso até que você tenha fé, você não vai completar a sua fé até que você ame aos outros.
·        Os confortos do mundo não são para mim. Eu sou como um viajante, que toma um descanço debaixo de uma àrvore na sombra e depois vai no seu caminho.
·        Comporta-se neste mundo como se você estivesse aqui para ficar para sempre, se prepare para eternidade como se estivesse para morrer amanhã.
·        Em verdade, Allah é suave e gosta de suavidade, e Ele dá a leve o que Ele não dá a duras.
·        A melhor riqueza é a riqueza de alma.
·        Quem é o mais favorecido de Deus? Ele, de quem o bem maior trato de Suas criaturas.
·        É melhor sentar-se sozinho do que em companhia dos ruins, e é melhor ainda para se sentar com o bem do que sozinho. É melhor falar com um buscador do conhecimento do que de permanecer em silêncio, mas o silêncio é melhor do que palavras vãs.

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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Amalia Rodrigues-Ai mourir pour toi

Pérola de Cultura: ADD, mais erros e a cereja no topo do bolo

Pérola de Cultura: ADD, mais erros e a cereja no topo do bolo: "Tinha jurado não escrever mais nada sobre esta abominação, mas há situações que o mais pacífico dos cristãos não pode deixar de denunciar. ..."

SAKANJIRA


                                        

             Na vida tudo é possível,tentativas são várias,por vezes algumas aventuras de uns deixa-nos perplexos. Há quem embrenha pelas vias mais perigosas, cometendo crimes,lesandos os próximos, com o fim de sobreviver. Vivendo como o peixe grande, alimentando-se de peixinhos.
              Os mais inteligentes, procuram a religião ou a política, práticas mais suaves que muitos utilizam para fins pessoais. A primeira, utiliza o nome do Senhor,fazendo crer que tudo é possível seguindo a sua nova fé. Muitas vezes sem conta,esses pregadores arasta consigo um mar de gente inocente!...
                  A segunda, que é universal e a forma mais antiga , a política, que o homem a toma para domar os demais, muitas vezes, esses senhores deixam os outros anestesiados, pelas ciências políticas, por vezes mal aprendidas. Quando se percebe por si que o seu destino não é política,faz promessas descabidas e cria esperanças nas pessoas que nunca se concretizam. O fruto do fracasso!... E quando não são aceites, estes senhores se tornam violentos e perigosos...
                  Portanto as duas têm um nome: SAKANJIRA (*)


(*) Esse termo, pode significar sobrevivência, procurar o caminho ou procurar meios....é vasto! (língua Sena).

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O ENIGMA DE VIDA!


                                                                                         

                                                                                                                                     
               A tradição africana, o essêncial é fazer filhos, como educá-los só Deus sabe. Foi essa filôsofia que os meus progenitores optaram, eles tiveram 10 filhos incluíndo a mim. Nem todos sobreviveram, tendo restado apenas 4 dentre esses sou eu. Mesmo assim, os pais querem ver filhos casados e ter filhos a qualquer preço, e eu o mais velho fui vítima.
                 Andava tão bem trabalhando e aumentando os meus conhecimentos, na cidade da Beira, entretanto em gozo de férias na terra natal, deparo-me com o inesperado, nada mais, nada menos que uma moça a minha espera em casa dos velhos. O cenário foi embaraçoso.  Confesso que essa união não teve sucessos desejados, um pouco mais de um ano houve uma roptura.
                Nesse enlance tive a minha primeira filha, a Inês. O fim desse cenário, não agradou aos meus pais nem os demais familiares, apenas a mim. Que eles não entendia que a escolha seria minha e não deles. Por isso deu no que se deu! Foi muito triste para mim ter que viver uma vida programada pelos progenitores. Pelo menos, neste caso não deviam! Devo dizer que o pai gera o filho e nunca pode gerar a consciência desse filho, a consciência é uma espécie de um fenótipo, portanto a genêtica, acho eu, não ser responsável pelo o ser de um ser.
               Tendo sido infeliz a primeira união, por conta própria descobre-se uma fulana de muita tenra idade ainda, portanto uma estudante frequentando o último ano do primário. Como seria o processo, com uma menor, para ser sinceiro, não se pretendia logo uma união, por outro sim, acompanhar a evolução da moça se bem que os pais não reuniam condições eficazes para um acompanhamento na miúda. Portanto, o meu papel que definira para moça seria uma espécie financiador e acompanhante, ficou assim acordado, nada de ingerência ainda na miúda.
                    O senhor Salvador Nawere, conforme o nome, esse senhor era filho do régulo Nawere da zona Chimwara, muito próximo da actual ponte Armando Emilio Guebuza, precisamente naquelas bandas nasceu esse senhor , o pai da menina Teresinha Salvador. A intênção era colocar essa linda menina a um nível aceitável, e tudo pudesse ser concretizado na melhor forma possível. Com os pais o acordo foi exactamente esse.
                    Antes de um ano sou confrontado com uma informação de doença grave do pai da minha amiguinha, tive que desempenhar papel de filho para este velho sem parentes responsáveis. Fui acompanhar o velho ao hospital do Malawi, tendo ficado lá com a esposa internado.
                    Algumas semanas depois, a mulher volta sem marido, para anunciar a morte deste. Isso veio a complicar a vida da pequena Teresinha, se bem que decidiram tirar a moça da escola e leva-la para terra natal dos pais. E eu fiquei sem esperar por ela, por que não imaginava o que poderia acontecer com esta moça, com os tios mal esclarecidos. Esta moça vai ser infeliz. Pensei!
                     Decorido um ano e seis meses, os tios entendem trazer a moça para Beira e resolvem me entregar pura e simplesmente. Dizendo que não podia continuar a viver com a pequena e tivera instruções do falecido irmão para entregar ao namorado, nesse caso eu. Que poderia fazer, perante uma situação destas? Como a miuda vivia com os pais na zona urbana, tive que arranjar uma flat na zona dos Pioneiros, tudo foi a queima roupa, dois meses depois fui desalojado pela APIE, alegando contradição na atribuição daquela flat. Mau grado!Tive que me hospedar provisoriamente em casa da minha prima, na Manga-Mobeira, durante alguns meses.
                     Trabalhava nessa altura na fábrica de confecções Irmãos Unidos do Grupo Morreira & Silva, os patrões eram muçulumanos, aos quais lhes devo muitos favores. Os tais me converteram ao Isslamismo, fui tratado como uma pessoa da familia e apoiaram-me bastante na minha formação acadêmica. foram quase três anos nesta empresa e  nos fins de 1977  concorrí para  os Caminhos de Ferro, tendo sido aprovado, para um lugar de Factor de Trâfego. No curso de formação fiquei classificado em segundo lugar, tendo direito a escolha à uma estação.
                       Pronto para partir para estação de Manica na linha de Machipanda, a Direcção dos caminhos de ferro recebe uma notificação do Partido Frelimo que solicitava a minha presença na sede Provincial. O Partido tinha informações de que eu andava durante o curso com livro de cheques da Organização da Juventude Moçambicana, na qual eu era membro do conselho coordenador distrital e chefe do Departamento de Mobilização e Organização da Terceira Localidade (Munhava Central).
                        Ora bem, como se deu esse caso? Durante a formação levei comigo todos os documentos que me eram confiados incluindo cheques da Organização, como o número dois daquele escalão.Um colega do curso insatisfeito pela minha classificação, achou que informando ao Partido caso tivesse tais documentos ilegalmente, perderia o lugar nos C.F.M.. Tudo ficou esclarecido e eu devia manter e guardar os documentos, atê a transferência legal para o outro membro se fosse o caso. O partido explicou por escrito aos C.F.M. e retomei as minhas funções. E o tal colega ficou envergonhado. E  atê hoje sou amigo do senhor Chocolate!...
             Perante esse transtorno perdí a oportunidade de ir para Estação de Manica. Fiquei provisoriamente nas manobras, procedendo a distribuição do material circulante e a respectiva recolha do material circulante ao porto da Beira. Para esta àrea foi um ganho em termos de estágio, nada ficou perdido graças a Deus!
              Em 1979 fiquei transferido para a linha da Ex-T.Z.R ( Trans-Zambeze- Raylway), mas concretamente na Estação de Dona Ana na Vila de Mutarara. Para onde levei a Teresinha já com um bebé de seis de meses mais ou menos. Em 1980 no mês de Junho fui chamado para Serviço Militar Obrigatório, tendo deixado a moça em casa de meus pais. De férias, em 1981 a Teresinha teve a segunda grávida, tendo o segundo bebé no ano seguinte. Em 1982 a menina perdeu a cabeça, pensando que eu não voltaria mais por causa da guerra intênsa, nas matas da Provincia de Gaza, para onde eu estivera em mil novecentos oitenta e dois ( 2ª Brigada da Infantaria Motorizada), a minha coleguinha ficou enganada pelos outros e perdeu-me para sempre. Mas tarde tive a informação do falecimentos dos meus filhos ( Albano e Manuel). FIM.
               
                                                                      A MORENINHA  
               Um pouco preparado para vida, o ciclo preparatório concluido e já a trabalhar como funcionário de estado nos C.F.M, na vila de Mutarara, minha terra natal. Apercebí-me de uma moça calma, tranquila,amável e respeitosa. Aquí havia tombado o meu coração e não resistí, o meu eu tomou conta de mim. Fiz os meus contactos para a menina, Nazaré da Costa Nobre, ainda a frequentar o ensino secundário, entretanto, ela não se fez de rogada, correspondeu-me positivamente. Isso foi graças a ela, que havia uma corrente que não era favorável, por várias razões sócio-culturais. E a minha esposa não foi preconceituosa. Não ligou a minha raça e nem a minha origem. Por isso ela merece uma estátua!
               Tivemos relativamente uma vida feliz que deixou muita saudade!...
                Contraímos o matrimónio em 1982 no Cartório em Mutarara Nova perante o senhor Conservador distrital, Amone.E Nikah na mesquita de Bâwe em Mutarara. Foi mãe muito humana e uma madrasta muito adorada da minha primeira filha, na qual cuidou com muito carinho e dedicação. Por essa razão a minha filha Inês deve a ela muitos favores, digamos, favor de um mãe.
               Foram quase quatro anos juntos na vila de Mutarara, numa vida sem igual, em termos de harmonia conjugal. Mau grado! Foi a guerra dos dezasseis anos que nos atingiu alí, num dia em plena madruga, que fugimos as correrias, em direcção a República do Malawi, entretanto, um país vizinho que nos acolheu como pode na altura. A nossa permanência no país vizinho foi de poucos dias, eu e minha moreninha, rumanos à Tete.
               Não é porque em Tete não havia guerra,entretanto oferecia segurança aos populares, atráves das forças do governo. Também a nossa opção de sair de imediato do Centro de Refugiados do Malawi, tinha a ver com a situação profissional. Pois, aquí se conseguiria um  enquadramento nos  Caminhos de Ferro de Tete. Nessa altura tínhamos a Inês e dois filhinhos de ambos. Foi apenas o enquadramento em Moatize, portanto, sem direito ao alojamento. Se a empresa o fizesse para mim, seria então para todos e não havia cobertura para tal.
                 Como havia dito, a situação de alojamento foi deveras preocupante, tivemos  que nos hospedarmos em casa do meu grande irmão, Eduardo Gonçalo da Costa Xavier, que foi tão generoso para comigo e a minha familia. Nesta casa encontramos outros abrigados, perfazendo connosco mais ou menos vinte e cinco elementos, na mesma casa de apenas três quatos e uma sala de estar. Foi generoso esse homem, hei!...
                  Minha colega em plena gestação nos meados de 1987, tivemos que aranjar uma casa de arrendamento algures na cidade de Tete. Nessa casa depois de construirmos uma latrina melhorada com apoio dos C.F.M., entretanto, a dona de casa decidiu-nos desalojar. Conseguimos uma garragem depois desta, na zona da GPZ onde vivemos sensívelmente quatro meses. Se bem que nessa altura o governo de Tete , liderado pelo falecido governador Eduardo Arão, decidiu enviar alguns trabalhadores para Linha , digamos, troço de Dona Ana (Mutarara) e Vila Nova da Fronteira. Para fazer circular o comboio de Mutarara ao vizinho Malawi, para abastecer as populações deslocadas em Mutarara, provenientes dos distritos de Chemba, Caia, Inhaminga, Marringué e Morrumbala. Só podemos ver o impacto desse programa! Entretanto fui indicado para Chefiar a Estação da sede da Vila de Mutarara(Dona Ana), foi uma grande oportunidade para mim e aproveitei exigir uma casa dos C.F.M em Moatize, como condição para regressar para zona de guerra. Queria deixar a minha familia bem alojada e assim aconteceu.
                                           
              A familia bem alojada em Moatize e eu na zona de guerra. Minha esposa sempre dava-me moral e impulso para cumprir as ordens superiores, uma forma de ganhar prestígio no seio dos mandantes. Tive orgulho de ser o primeiro funcionário a pisar a zona em guerra e já em poder das tropas governamentais. A primeira missão que recebí do então senhor Representante dos C.f.M. em Tete, Quisito Joaquim Tesoura, Foi de verificar os estragos de bens dos C.F.M.; nomeadamente: Estações de Sena, Dona Ana, Mutarara Velha e Vila Nova de Fronteira. Portanto verfiquei e reportei o estado das coisas ao senhor Representante. Cumprí essa missão com ajuda das Forças de Defesa, Porque estávamos em plena guerra dos dezasseis anos.
              Devo recordar que essa missão envolveu muitos profissionais dos caminhos de ferro, entre os maquinistas, capatazes de via, revisores do material circulante, factores de tráfego e condutores. Portanto, o maior número de funcionários, teve que fixar-se na estação de Vila Nova De Fronteira, onde funcionaria um mini-comando desse tráfego, eu fiquei na sede Mutarara com um factor e um capataz de via e diversos trabalhadores, que as tropas a medida que iam recuperando as populações, traziam-nos alguns trabalhadores libertados. Portanto, aquí também funcionámos como uma triagem de trabalhadores libertados. Quem conseguisse transporte para Beira, era-lhe passada uma guia por nós, de forma que pudesse se apresentar às estruturas dos caminhos de ferro na cidade, e os outros optavam pela cidade de Moatize em Tete e o procedimento era igual.
                 Mas também precisávamos alguns trabalhadores em Mutarara, para o cumprimento do programa que me referí anteriormente. Devo dizer que a permanência em Mutarara dos trabalhadores libertados não era obrigatória, apesar de serem necessários alguns para trabalhos emergentes. Os salários eram garantidos pela Direcção Executiva da Beira, mensalmente enviando avionetas com pagadores atê a Vila de Mutarara.
                  Porém, enquanto estávamos preparando  o troço de linha Mutarara-Vila Nova, para fazer circular  pela linha fêrrea, produtos de primeira necessidade do Vizinho Malawi, para abastecer as populações em Mutarara, que não paravam de chegar das matas, recebo notícias do senhor comandante que veio a minha casa com o senhor Administrados Massingue, dizendo que a Estação de outro extremo ( VNF) tinha sido atacada naquela madrugada e que os funcionários dos caminhos de ferro mais de vinte haviam sido bárbaramente assassinados, incluíndo o meu amigo Chico Melo o então chefe de estação.
                    O senhor Administrador Francisco Massingue, ordenou-me que eu fosse a Tete informar do sucedido a Empresa C.F.M., devo dizer que esta tarefa não foi fácil. Primeiro não havia comunicação para e de, ficávamos isolados em termos de comunicação, não havia celulares como hoje em dia, por tanto tive que ir a Tete informar com detalhes. Tive que apanhar um ANTANOV que seguia para Chimoio,e de Chimoio para Tete viajei numa coluna militar, por causa de emboscadas a viagem  durou uma semana e alguns dias. É verdade! Tivemos que remover troncos que esbarravam a estrada ou tapar grandes valas que obstruía a via...
                   Cheguei em Moatize quando eram dez de manhã, levei cinco minutos, a minha casa estava inundada de pessoas curiosas, especialmente esposas daqueles que foram assassinados em Vila Nova de Fronteira. Todos queria saber a verdade, para mim, era segredo divulgar a eles, quem morreu quem não morreu, era segredo de Estado naquela altura. Como eu não estivesse exatamente em Vilanova de Fronteira, conseguí esquivar as pessoas, dizendo que somente trouxera o expediente do distrito de Mutarara para as estruturas provinciais, que as pessoas deviam aguardar pela informação de estruturas competentes. Não conseguí convencer as pessoas, mas tinha que ser assim mesmo. (continua)
                     
                

MUTARARA ACESSO DIFÍCIL


      



                                                                           A VIAGEM DIFÍCIL
          Todo o homem tem o prazer de um dia tornar a sua terra natal, o regresso ou para uma visita. É um sonho de qualquer um, reviver os tempos passados e revisitar os amigos da infância. Preparei-me num belo dia para visitar Mutarara, minha terra natal que me viu a nascer há meio sêculo, o desejo de muita gente.
           Preparei o meu Land-cruiser, partí da cidade da Beira onde actualmente moro com a minha família a bastante tempo. O trajecto para Mutarara é complicado, só para dizer que a vila de Mutarara não tem acesso fácil, condenado a uma ilha dentro do país, devido as más condições das vias. Foi necessário escolher. Via Tete ou Zambézia passando pelo distrito de Morrumbala e depois descer ao rio Chire e atravessando pelo Batelão. Optei pela via Zambézia atravessando primeiro o rio Zambeze pala ponte Guebuza, deixando assim para trás Mutarara até Morrumbala.
            De Morrumbala descí ao Chire, devo dizer que daquí ao rio a estrada é péssima, e o Batelão é manual e lento, são quinze minutos ao mínimo para chegar a outra margem em Mutarara, posto administrativo de Inhangama e via é pior ainda que de Morrumbala.
             Para chegar ao meu distrito sofrí muito, foi como se tivesse viajado para o Malawi. Por vezes interrogo-me: Sobre a ponte de Dona Ana que liga os  distritos de Caia e Mutarara que logo após a guerra dos dezasseis anos o governo de Moçambique reabilitou-a, autorizando a passagem de carros. Quem desautorizou o governo proibindo a passagem de carros? De certesa seria um engenheiro que não tem nada a ver com a população de Mutarara e muito menos a sua economia, sem bem era o acesso fácil para Mutarara. É bom lembrar que este governo tem tentado minimizar o sofremento das populações e há pessoas que implicitamente impedem esse plano.
               A desculpa de danificar a ponte é descabida, tendo em consideração a tonelagem de cada composição de um comboio de mercadirias e um simples carro de mercadorias ou passageiros. A experiência tinha sido feita. Qual foi o erro? Eu próprio atravessei a ponte por três vezes de Land-cruiser sem problemas nenhuns.
               Os técnicos devem trabalhar cooperando com os planos do governo, não deve ter interesses mesquinhos desprezando a vida de um povo, desculpando-se com elementos infundados para agradar os patrões esquecendo o seu povo que está sofrendo. Estou-me a referir técnicos moçambicanos envolvidos na reabilitação da ponte , que tenho toda certeza que foram esses que impediram a transição de carros para Dona Ana, para beneficiarem programas estrangeiros, onde são empregados.
                 E falando de Mutarara, o problema não se resume só na ponte Dona Ana, temos estado a enfrentar problemas sérios para deslocar de Tete-Mutarara ou vice-versa. A estrada de Mutarara para Tete é calcanhares de Aquíles, o transito é muito sacrificado se não mesmo difícil. Partindo de Mutarara, Sinjal, Dôa, Chiweza, Cambulatsitsi e Moatize, este trajecto é uma lástima.
                 Para viajar bem de Tete para Mutarara, é preciso passaporte e via Malawi, viagem segura sem atropelos mas longa!  Para quando esse problema?
                 Tenho acompanhado o programa do governo” estrada Zumbo-Mutarara” seria uma solução em parte. Todavia, os amigos e naturais de Mutarara residentes em Maputo, Beira, Xai-xai,Inhambane e outras zonas do sul Zambeze, querendo viajar para este distrito, terão problemas sem solução. E é muito triste!
                 A solução seria a ponte de Dona Ana passarem carros ou colocar pelo menos um batelão em Sena, para transporte de carros e passageiros de Sena e Mutarara.
                 Os programas do governo têm de ser acompanhados por todos, sendo pessoas de boa fê e que querem o bem e o desenvolvimento socio-económico de todos os distritos deste país que se chama Moçambique.
                  Ah! Eu não sou de Mutarara, nesta ponte não devem transitar carros. Está bem irmão moçambicano, não és de Mutarara mas és de Moçambique, unido do Rovuma ao Maputo e Do Zumbo ao Índico. Qual é o teu problema? Dinheiro só para si? E os outros moçambicanos podem morrer desgraçados. Que burguesia interna! A crescer a olhos nús, todos a assistirem. Por favor camufulem-se! E abram caminho para os outros que também são moçambicanos.




           José Manuel Meque: @arassul
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A MISSÃO CUMPRIDA


        
  
 




      
 
 
 
                                                                                              
                                                                                                    
 
           Em 1956 nasceu um indivíduo, na zona sul da provincia de Tete, mais concretamente na àrea entre os rios Zambeze e Chire ( Inhangoma). Em plena era colonial, conheceu todas as amarguras da vida daquela época, a falta de roupa, alimentação adequada, assistência médica e medicamentosa, toda uma série de necessidades básicas para uma vida humana digna. Para não deixar de salientar o fenómeno de segregação racial, que se vivia por todo o nosso país(Moçambique). Aos sete anos ingressou numa escola primária missionária.
          Na condição de indígina não assimilado, a única via, era apenas estudar nesse tipo de ensino. Foi uma vida difícil,tinha que percorrer  diáriamente vinte e cinco quilómetros para escola. Na mesma sala de àulas compartilhavam duas classes e com o único professor.
         As actividades domésticas, essas não faltavam, pastar cabritos,caçar gazelas e animais de pequeno porte, pescas etc. Tudo isso, era tido como o quotidiano de um jovem normal e obdiente, e granjeava prestígio no seio dos populares.É o que interessava à juventude da època...
            Em 1968, após uma longa batalha de vaivem, se consegue concluir o ensino primário, numa situaçãao muito difícil. Se bem que todos os alunos missionários, eram obrigados a prestarem exames da quarta classe, numa escola oficial (do governo), com nota zero,conhecer a geografia e história de Portugal e o hino nacional de Portugal. Portanto,  o aluno tinha como obrigação, no ensino primário conhecer teoricamete Portugal e a história dos portugueses. Os exames sempre eram duros para os alunos das missões, especialmente nas provas orais.
           Com a quarta classe feita, julga-se meio caminho andado. Era necessário procurar Vilas da època, para um possível emprego. Foi assim que em 1970 descobre uma vila açucareira na província de Sofala (Marromeu). Valeu a pena conhecer este povo hospitaleiro, meigo e amável. Praticamente foram dois anos convivendo com esse povo, em plena època colonial.
            O desejo ardente era  uma possível progressão na esfera social (desafio de todo mundo), para tal , se chega na cidade da Beira em piores condições. Ora bem, isso acontece como havia dito em plena època colonial, as coisas não eram tão fáceis como se esperava de uma cidade como Beira, dominada economicamente pela classe de elíte colonial. Opção inicial para sobreviver: se transforma num serviçal, em quase dois anos neste tipo de actividade de sobrevivência, sujeitando à uma sêrie de vissicitudes da època.
          Mas, valeu a pena e as portas iam-se abrindo. Primeiro pela intensificação da luta pela libertação de Moçambique, liderada óbviamente pela FRELIMO. A conciência patriotica se apodera toda gente oprimida, a esperança pelas mudanças e a independência nacional, era a conversa de cada esquina entre os oprimidos.
              Finalmente os acordos pela paz foram alcançados, e abriram-se os novos horizontes, alfabetização, educação de adultos e o conceito de produção e produtividade se vigora. O novo rumo dependia dos esforços de cada um dos moçambicanos.
              Finalmente, se consegue concluír o nível básivo com sucessos, e pode-se ingressar numa grande empresa, então estatal, Caminhos de Ferro de Moçambique como funcinário de estado, estamos a referir os meados de 1977, durante dois anos de intensos trabalhos, em 1979 é transferido para da antiga TRANZ-ZAMBEZIA-RAILWAYS (TZR), linha de Sena, mais concretamente na Estação de Dona Ana em Mutarara, por sinal a terra natal.
 
           Os imperativos da nação,em 1975 aos 25 de junho o povo Moçambicano celebrou a sua independencia nacional, total e copmleta. Surgem desáfios para todo moçambicano, o slógan, chamamento à Pátria.
            O país passou a ter imensas dificuldades pelos ataques de visinhos, de governos minoritários, refere-se ao Rodesia do Sul(Zimbabwe) e o Apartheid da Africa do sul, que não só atacavam, como criar elementos internos, para se revoltarem contra o sistema então implantado. Isso tudo culminou com a crição do Serviço Militar Obrigatório.
             Foi um previlêgio  participar no Exêrcito, sendo do grupo do primeiro recrutamento nacional.
            Tendo assim, prestado o S.M.O esclupulosamente, desempenhando funções de elíte nas das forças populares de libertação de Moçambique, assim como era chamado o exêrcito. Não foi o mundo de rosas, amigos a perderem as suas vidas e alguns mutilados, estamos a falar o tempo da guerra dos 16 anos. A pressão era maior no seio das forças armadas, se bem que a logística tinha uma sêrie de dificuldades em abastecer em víveres e produtos afins para os militares em todo o país. Foi um sacrifício tremendo, para todos nós que optamos abraçar o exêrcito, pelo chamamento, se bem que alguns camaradas fugiam das fileiras,sem deixarem rastos. É verdade!
            Em 1982 quase no fim, se passa à disponibilidade e o regresso às funções anteriores, foi um grande alívio para a familia. Encontrar os pais, irmãos, amigos e atê colegas de serviço. Um grande sonho realizado!...
 
                                                                                  ( A infância é uma inocência!)
 
 
 
                Quando se regressa da tropa se pretende que tudo se faça! Não foi fácil retornar a vida civil, porém, não precisava de procurar o emprego, se bem que, fora funcionário antes na empresa caminhos de ferro. Fosse como fosse, tinha que começar de novo. O noivado rompido, minha colega pensado que fosse morrer na guerra, arrumou o melhor o que pude.
                O sector de recursos humanos achou melhor me enviar para Mutarara, estou-me a referir da Estação de Dona Ana, para onde  fui reconduzido, em plena guerra dos dezasseis anos, instalo-me aquí. Depois de algum tempo ganhei estatuto de sub-chefe. Caso-me aquí pela minha religião e pelos os reguistos civil, com a minha inesquecível falecida, Nazaré da Costa Nobre Jorge Meque.
                 É verdade! era necessário arregaçar as mangas, para enfrentar nova vida, o profissionalismo e chefe da familia, chefe da familia no sentido muito vasto. Tive que velar pelos meus pais e meus irmãos. O salário não me respondia positivamente, entretanto, fiz tudo quanto pude para ajudar os meus próximos. Utilizei a zora manual, veículo ferroviário sem motor, transportando batatas doce, de Localidade de Chavundira(Mutarara-velha) para Dona Ana. Por vezes. ía ao rio Chire, trazendo de lá peixe fresco. Essa actividade sem grandes rentabilidades, deu o que deu na altura, a ponto de ter criado uma pontinha de inveja nos inrefletidos. A vida sempre foi assim! Os homens não procuram muitas vezes medir os esforços dos outros, senão questionar os resultados de esforços destes.
                    Eu dizia, de mim para mim, repetindo o dito do Doutor António Oliveira Salazar"quem não tem inimigo não tem valor",embora com uma dose de politica, essa afirmação faz bem sentido em muitos casos concretos.
                    Pelo amor que tenho por Mutarara, tenho estado a dizer para muita gente, que senão fosse a guerra naquela altura, eu ainda estaria lá vivendo com a minha familia. Talvez nem toda a desgraça caíria tão rápido na minha esposa. Tenho pensado assim! Por que tudo teve a ver com desgraça da guerra dos dezasseis anos. Isso é verdade! De Mutarara saímos apenas com as nossas vidas nas mãos, como se fosse uma mercadoria parecível. Porque um pequeno descuido era a morte certa. A vida que levamos durante a guerra, foi um inferno que não dá    recordar  por muito tempo...


                  Porem, recordar é viver, enquanto vivos o  passado vai-se transpirando, digamos, transbordando para a nova geração, essa geração que parimos. Trazendo-nos netinhos e nesses descuidadamente transferimos as nossas entranhas. Nunca se deve dizer, esqueço tudo, enquanto continuamos fecundos. Essa nova geração alegra aos mais velhos, aos avôs. 

                      A fecundidade é uma lógica de eternidade. Somos fecundos e eternos!

                         
  
 
                                                                                            
                                                                                                  
 
         

TETE E O SEU DESEMVOLVIMENTO


  

           Temos acompanhado últimamante grandes movimentações no ámbito do desenvolvimento na provincial de Tete, a partir da hidroélectrica de Cabora Bassa, empresa de tabacos de Tete,as minas de Moatize e outras empresas minerais por investir em Tete, esta é uma realidade.
           Fala-se mesmo da transferência do actual aeroporto de Chingoze, por lá existirem minerais por explorar, em algumas zonas as populações foram alertadas sobre possível movimentação, para zonas a serem indicadas. Nesse cenário se fala de novas construções para as populações que forem abrangidas. Tudo certo, temos que esperar para certificarmos tais promessas.
               As construções em Tete não ficam atrás, acompanhando assim a evolução da economia, hoteis,pensões e moradias estão a serem erguidas por todos os cantos da cidade de Tete. Surgindo assim, como óbvio, as disputas de terrenos no seio dos munícipes.
               O aumento de empresas deve significar o aumento de postos de trabalhos. É o facto que a ministra do trabalho, Helena Taípo, referiu dando uma imagem positiva em relação ao emprego em Tete.
                Perante todas movimentações, em apenas nas imediações da cidade de Tete, temos uma vasta zona terrítorial desta província que ressente a falta de tudo. Basta dizer que Tete não tem vias de comunicações eficazes com os seus distritos, exceptuando o distrindo de Angónia, que se beneficiou do troço Mussacama-Calómwé(fronteira). O mesmo não se pode falar de Mutarara, Fíngue, Zumbo, Chifunde e entre outros muitos pontos desprovidos de vias de acessos aceitáveis.
                  Tete, é o maior produtor de energia eléctrica do país, produtor de carvão mineral em escala industrial, produz tabaco em quantidades consideráveis, para além de produção agrícola nos distritos de Angónia e Mutarara, sendo os distritos destacados no tempo colonial. Como se explica o estado das vias actualmente? Com tanta riqueza? Queremos combater a emigração de campo para cidade. Como é possível se não criamos mínimas condições nos distrito?
                 Iremos assistir em Tete o afluxo de pessoas vindas dos distritos a procura de emprego que nunca conseguirão, acabando assim infestar o ambiente salutar de uma cidade organizada.
                  No meu entender, esta evolução deveria ser equacionada aos distritos, em especial as estradas, o que levaria muita gente com facilidade aos distritos,para trocas comerciais,turismo etc. Por falta de estradas acessíveis, faz com que as populações de Mutarara morram a fome, com o milho a apodrecer em Angónia, Sangano ou Macanga.
                  Por último gostaria de apelar as organizações sociais de Tete, como é caso da PROTETE e as outras, para trabalharem em coordenação com as estruturas do governo, porque são elas quem conhecem melhor o terreno, como naturais. Embora essas associações não se façam sentir a sua presença,temos que contar com elas, enquanto existirem no papel.É um apelo que faço a tais organizações,que tanto se falou sobre elas. E os tetenses exigem, qual é o seu papel!?...

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

TETE E O SEU DESEMVOLVIMENTO




           Temos acompanhado últimamante grandes movimentações no ámbito do desenvolvimento na provincial de Tete, a partir da hidroélectrica de Cabora Bassa, empresa de tabacos de Tete,as minas de Moatize e outras empresas minerais por investir em Tete, esta é uma realidade.
           Fala-se mesmo da transferência do actual aeroporto de Chingoze, por lá existirem minerais por explorar em algumas zonas as populações foram alertadas sobre possível movimentação, para zonas a serem indicadas. Nesse cenário se fala de novas construções para as populações que forem abrangidas. Tudo certo, temos que esperar para certificarmos tais promessas.
               As construções em Tete não ficam atrás, acompanhando assim a evolução da economia, hoteis,pensões e moradias estão a serem erguidas por todos os cantos da cidade de Tete. Surgindo assim, como óbvio, as disputas de terrenos no seio dos munícipes.
               O aumento de empresas deve significar o aumento de postos de trabalhos. É o facto que a ministra do trabalho, Helena Taípo, referiu dando uma imagem positiva em relação ao emprego em Tete.
                Perante todas movimentações, em apenas nas imediações da cidade de Tete, temos uma vasta zona terrítorial desta província que ressente a falta de tudo. Basta dizer que Tete não tem vias de comunicações eficazes com os seus distritos, exceptuando o distrindo de Angónia, que se beneficiou do troço Mussacama-Calómwé(fronteira). O mesmo não se pode falar de Mutarara, Fíngue, Zumbo, Chifunde e entre outros muitos pontos desprovidos de vias de acessos aceitáveis.
                  Tete, é o maior produtor de energia eléctrica do país, produtor de carvão mineral em escala industrial, produz tabaco em quantidades consideráveis, para além de produção agrícola nos distritos de Angónia e Mutarara, sendo os distritos destacados no tempo colonial. Como se explica o estado das vias actualmente? Com tanta riqueza? Queremos combater a emigração de campo para cidade. Como é possível se não criamos mínimas condições nos distrito?
                 Iremos assistir em Tete o afluxo de pessoas vindas dos distritos a procura de emprego que nunca conseguirão, acabando assim infestar o ambiente salutar de uma cidade organizada.
                  No meu entender, esta evolução deveria ser equacionada aos distritos, em especial as estradas, o que levaria muita gente com facilidade aos distritos,para trocas comerciais,turismo etc. Por falta de estradas acessíveis, faz com que as populações de Mutarara morram a fome, com o milho a apodrecer em Angónia, Sangano ou Macanga.
                  Por último gostaria de apelar as organizações sociais de Tete, como é caso da PROTETE e as outras, para trabalharem em coordenação com as estruturas do governo, porque são elas quem conhecem melhor o terreno, como naturais.




           Temos acompanhado últimamante grandes movimentações no ámbito do desenvolvimento na provincial de Tete, a partir da hidroélectrica de Cabora Bassa, empresa de tabacos de Tete,as minas de Moatize e outras empresas minerais por investir em Tete, esta é uma realidade.
           Fala-se mesmo da transferência do actual aeroporto de Chingoze, por lá existirem minerais por explorar em algumas zonas as populações foram alertadas sobre possível movimentação, para zonas a serem indicadas. Nesse cenário se fala de novas construções para as populações que forem abrangidas. Tudo certo, temos que esperar para certificarmos tais promessas.
               As construções em Tete não ficam atrás, acompanhando assim a evolução da economia, hoteis,pensões e moradias estão a serem erguidas por todos os cantos da cidade de Tete. Surgindo assim, como óbvio, as disputas de terrenos no seio dos munícipes.
               O aumento de empresas deve significar o aumento de postos de trabalhos. É o facto que a ministra do trabalho, Helena Taípo, referiu dando uma imagem positiva em relação ao emprego em Tete.
                Perante todas movimentações, em apenas nas imediações da cidade de Tete, temos uma vasta zona terrítorial desta província que ressente a falta de tudo. Basta dizer que Tete não tem vias de comunicações eficazes com os seus distritos, exceptuando o distrindo de Angónia, que se beneficiou do troço Mussacama-Calómwé(fronteira). O mesmo não se pode falar de Mutarara, Fíngue, Zumbo, Chifunde e entre outros muitos pontos desprovidos de vias de acessos aceitáveis.
                  Tete, é o maior produtor de energia eléctrica do país, produtor de carvão mineral em escala industrial, produz tabaco em quantidades consideráveis, para além de produção agrícola nos distritos de Angónia e Mutarara, sendo os distritos destacados no tempo colonial. Como se explica o estado das vias actualmente? Com tanta riqueza? Queremos combater a emigração de campo para cidade. Como é possível se não criamos mínimas condições nos distrito?
                 Iremos assistir em Tete o afluxo de pessoas vindas dos distritos a procura de emprego que nunca conseguirão, acabando assim infestar o ambiente salutar de uma cidade organizada.
                  No meu entender, esta evolução deveria ser equacionada aos distritos, em especial as estradas, o que levaria muita gente com facilidade aos distritos,para trocas comerciais,turismo etc. Por falta de estradas acessíveis, faz com que as populações de Mutarara morram a fome, com o milho a apodrecer em Angónia, Sangano ou Macanga.
                  Por último gostaria de apelar as organizações sociais de Tete, como é caso da PROTETE e as outras, para trabalharem em coordenação com as estruturas do governo, porque são elas quem conhecem melhor o terreno, como naturais.

Mariza - Chuva - Fado

Dance - Kuduro - Coupé Décalé

Jaime Dias - Igreja Santo Estevao Ao Vivo

terça-feira, 9 de agosto de 2011

sábado, 6 de agosto de 2011

Jose afonso-saudades de Coimbra

Zeca Afonso - Menino d'oiro (es)

Tristao da Silva - Daquela Janela virada p'ro mar

Fernanda Maria - Não passes com ela à minha rua

Minha Mãe é Pobrezinha ♫ Fado

Lenita Gentil - Lisboa, Cidade Sol

TOCA P´RA UNHA - MARIA ROSÁRIO BETTENCOURT

Ó tempo volta p'ra trás

Conexão Repórter - África: Mogadíscio Capital da Somália - SBT (27/07/2011)

Fernando Farinha /**Belos Tempos**/

Fernando Farinha - Beijo Emprestado

Fernando Farinha - Adeus Açores

Desgarrada - Fernando Farinha e Maria de Fátima

Desgarrada - Fernando Farinha e Maria de Fátima

Tony de Matos-Se quiséres ir embora vai !

Tempo Volta Para Trás - Tony de Matos

António Calvário - Chorona

Antonio Mourão Ó Tempo Volta Para Trás

António Pinto Basto - Ó Portela

ANTÓNIO PINTO BASTO - "Sorriso"

Mariza ~ Ó Gente Da Minha Terra

Mariza - Malmequer

Mariza, As Guitarras

MARIZA - 'Fadista louco'

Loucura - Mariza (Fado em mim)

As crianças e a guerra

Paulo Filipe - Lençóis de Fado

اقوى رجل بالعرب الحداد سحب همر al-haddad-Stro ng Men

مجزرة البطحاء

Raw Video: Gunfire, Protests Continue in Syria

Na Zambézia.

Youssou N'Dour & Deep Forest - Undecided

Africa Million Voices

àfrica - fernanda Brum eu vou

A "Fome" esta castigando o Mundo

Longe do Amor - África ( Música Novo Som )

Se segure pra não chorar, uma excelente mensagem ( por dudu freestyle02 ...

Akon - Oh Africa

Stand By Me Cantores de Rua

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

AS MINHAS ANOTAÇÕES

                       

          Neste blog primeiro quis dedicar, as minhas íntimas situações pelas quais passei durante toda a minha vida. Não é verdade que uma página como esta seja suficiente, para uma vida já caduca com mais de meio século de enferujamento ou seja vivência, se assim queiramos.
            Por onde começar é difícil, também exâgero seria de mim, caso tentasse referência os anos da década cinquenta do século passado. Porque nessa altura eu acabava de nascer, nas terras de Utse e nhambalo, coisa que assistí muito menino ainda. Culturas que se vão apagando, com fúria e força de cilivização(dita) e a globalização.
            A minha avó dizia-me que eu seria diferente, fazia referência aos meus demais primos, fruto da sua função genetica, dos seu cinco filhos contava com vinte e dois netos vivos, sem bem que muitos morriam, situações sanitárias inadequadas, contribuía bastante. O sarampo e a varíola reinavam naquele tempo. Assistí já adulto, a morte da minha prima vítima de variola aos catorze anos de idade. Este era o cenário daquelas terras em que nascí.
                Muitos perguntariam, porque a minha avó dizia que eu seria diferente? A vida era uma lotaria, dos vinte e dois netos da velha Tchanaze, apenas eu conseguí ir para escola.
                  Recordo a minha avó como se ela fosse a minha profetiza. Ela acertou, mas fico infeliz tendo muitos meus inletrados, sem muitas oportunidades. Situação que com tempo em Moçambique se ajustou progressivamente e positivamente, graças as novas ordens políticas e administrativas. Pois, a varíola se calhar alguns até nem conhecem, a sarampo essa me parece controlada. Eram as enfermidades que dizimavam muita gente, no tempo da minha infânia.
               Mas nem tudo foi um mundo de rosas, quando se trata de uma vida de campo, nessa altura a distância entre escola e casa não era inferior a vinte quilómetros. O material escolar e o vestuário era o bicho tremendo.
                Bem trando-se de assunto em blog, de tempo em tempo, com certeza se Deus me livrar mais ainda um pouco, terei outra conversa. Quem sabe, se calhar bonita ainda.
                                 José Manuel Meque